Exercício de interpretação de textos – O Impeachment…

Os exercícios de interpretação abaixo trazem desta vez o gabarito para que vocês possam estudar e se prepararem melhor para o vestibular, enem e concursos públicos. Não deixe, ainda, de visitar os blogs abaixo após fazer os exercícios:

Prova de interpretação – Viver em sociedade

Vamos, hoje, resolver alguns exercícios de interpretação de textos a partir de um texto que aborda o tema "viver em sociedade". Leia-o com atenção e desenvolva as atividades com bastante cuidado de forma a se obter uma situação real de resolução de exercícios.



VIVER EM SOCIEDADE
A sociedade humana é um conjunto de pessoas ligadas pela necessidade de se ajudarem umas às outras, a fim de que possam garantir a continuidade da vida e satisfazer seus interesses e desejos.
Sem vida em sociedade, as pessoas não conseguiriam sobreviver, pois o ser humano, durante muito tempo, necessita de outros para conseguir alimentação e abrigo. E no mundo moderno, com a grande maioria das pessoas morando na cidade, com hábitos  que tornam necessários muitos bens produzidos pela indústria,  não há quem não necessite dos outros muitas vezes por dia.
Mas as necessidades dos seres humanos não são apenas de ordem material, como os alimentos, a roupa, a moradia, os meios de transporte e os cuidados de saúde. Elas são também de ordem espiritual e psicológica.
Toda pessoa humana necessita de afeto, precisa amar e sentir-se amada, quer sempre que alguém lhe dê atenção e que todos a respeitem. Além disso, todo ser humano tem suas crenças, tem sua fé em alguma coisa, que é a base de suas esperanças.
Os seres humanos não vivem juntos, não vivem em sociedade, apenas porque escolhem esse modo de vida, mas porque a vida em sociedade é uma necessidade da natureza humana. Assim, por exemplo,se dependesse apenas da vontade, seria possível uma pessoa muito rica isolar-se em algum lugar, onde tivesse armazenado grande quantidade de alimentos. Mas essa pessoa estaria, em pouco tempo, sentindo falta de companhia, sofrendo a tristeza da solidão, precisando de alguém com quem falar e trocar idéias, necessitada de dar e receber afeto. E muito provavelmente ficaria louca se continuasse sozinha por muito tempo.
Mas, justamente porque vivendo em sociedade é que a pessoa humana pode satisfazer suas necessidades, é preciso que a sociedade seja organizada de tal modo que sirva, realmente, para esse fim. E não basta que a vida social permita apenas a satisfação de algumas necessidades da pessoa humana ou de todas as necessidades de apenas algumas pessoas. A sociedade organizada com justiça é aquela em que se procura fazer com que todas as pessoas possam satisfazer todas as suas necessidades, é aquela em que todos, desde o momento em que nascem, têm as mesmas oportunidades, aquela em que os benefícios e encargos são repartidos igualmente entre todos.
Para que essa repartição se faça com justiça, é preciso que todos procurem conhecer seus direitos e exijam que eles sejam respeitados,como também devem conhecer e cumprir seus deveres e suas responsabilidades sociais.
(Dalmo de Abreu Dallari)

1) Segundo o primeiro parágrafo do texto:
a) as pessoas se ajudam mutuamente a fim de formarem uma sociedade.
b) a garantia da continuidade da vida é dada pela satisfação dos desejos das pessoas.
c) a satisfação dos interesses e desejos das pessoas leva à vida em sociedade.
d) não seria possível a sobrevivência se não existisse sociedade.
e) sem a ajuda mútua, as pessoas levariam uma vida isenta de desejos.

2) “...pois o ser humano, durante muito tempo, necessita de outros para conseguir alimentação e abrigo.”; a expressão “durante muito tempo” se refere certamente ao período:
a) da velhice
b) da gravidez
c) de doenças
d) da infância
e) do trabalho

3) “E no mundo moderno, com a grande maioria das pessoas morando na cidade, com hábitos que tornam necessários muitos bens produzidos pela indústria, não há quem não necessite dos outros muitas vezes por dia.”; o item cuja substituição pelo termo proposto em maiúsculas é inadequada é:
a) no mundo moderno = MODERNAMENTE
b) produzidos pela indústria = INDUSTRIALIZADOS
c) muitas vezes = FREQÜENTEMENTE
d) por dia = DIARIAMENTE
e) na cidade = URBANAMENTE

4) “Mas as necessidades dos seres humanos não são apenas de ordem material...”; a presença do segmento “não são apenas de ordem material” indica que, na continuidade do texto, haverá:
a) um termo de valor aditivo e pertencente a uma outra ordem
b) um termo de valor adversativo e pertencente a uma ordem diferente da citada
c) um termo de valor explicativo e pertencente à mesma ordem já referida
d) um termo de valor concessivo e pertencente a uma ordem diversa
e) um termo de valor conclusivo e pertencente à ordem citada anteriormente

5) “Elas são também de ordem espiritual e psicológica.”; as palavras que exemplificam, respectivamente, na continuidade do texto as necessidades
espiritual e psicológica, são:
a) afeto / atenção
b) crenças / afeto
c) fé / crenças 
d) amar / ser amada
e) atenção / esperanças

6)”...a vida em sociedade é uma necessidade da natureza humana.”; reescrevendo-se este segmento do texto com a manutenção de seu sentido original, temos como forma adequada:
a) a natureza humana necessita da vida em sociedade.
b) a vida em sociedade necessita da natureza humana.
c) a necessidade da natureza humana é uma vida em sociedade.
d) uma necessidade da natureza humana é a vida em sociedade.
e) a natureza humana é necessária à vida em sociedade.

7) “...sofrendo a tristeza da solidão,...”; isso significa que:
a) a tristeza é semelhante à solidão.
b) a solidão provoca tristeza.
c) a tristeza leva à solidão.
d) a solidão é fruto da tristeza.
e) a tristeza causa solidão.

8) “...ficaria louca se continuasse sozinha.”; a  relação entre essas duas orações mostra que:
a) a segunda só se realiza se a primeira não realizar-se.
b) a primeira se realiza contanto que a segunda não se realize.
c) a segunda é conseqüência da primeira.
d) a primeira é motivada pela segunda.
e) a primeira é uma hipótese para a realização da segunda.

9) “E não basta que a vida social permita apenas a satisfação de algumas necessidades da pessoa humana ou de todas as necessidades de apenas
algumas pessoas.”; com o segmento sublinhado, o autor do texto:
a) alude à discriminação racial.
b) refere-se à falta de disciplina social.
c) indica a existência de desigualdades sociais.
d) mostra a justa distribuição de renda no Brasil.
e) critica a falta de preocupação com a solidariedade.

Prova de interpretação de textos – Reputação Ilibada

REPUTAÇÃO ILIBADA

Há, no Brasil, cargos para os quais a lei exige reputação ilibada, ou seja, fama ou renome sem mancha. Servem de exemplo ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Para outros, o que é verdadeiro paradoxo criado pelo constituinte de 1988, reputação ilibada não basta, pois para o ministro  do Tribunal de Contas da União a Constituição também impõe a idoneidade moral. Não é fácil explicar para que serve a dupla imposição, quando dispensada nas duas mais importantes cortes judiciárias do país. Sugeriria a insuficiência da reputação sem mácula, o que levaria ao absurdo.
As distinções oferecem outras curiosidades. Os ministros do STF e do STJ devem ter notável saber jurídico, mas basta, para os do Tribunal de Contas da União, o notório conhecimento jurídico, entre outras qualidades.
A distinção é inócua, embora os juristas digam que  a lei não contém vocábulos inúteis. Saber e conhecimento, tanto quanto notável e notório, são     palavras ocas. Dependem dos valores subjetivos de quem as aplique.
Para presidente da República, para deputado e senador, nada disso é exigido. Eleitos pelo voto popular, submetem-se a variáveis limites de idade. Não carecem de saber ou conhecimento. Basta que não sejam analfabetos. O presidente da República deve cumprir a lei e manter a probidade administrativa, mas nem sequer pode ser  processado por crimes comuns, como aconteceria com o adultério não perdoado pela mulher.
Nos Estados Unidos, sob desculpa de exigirem reputação ilibada de seu presidente, os discursos moralistas esquecem a história.
Clinton errou e errou feio, mas não está só. Houve  líderes de porte, mas     maridos nem sempre fidelíssimos, como Roosevelt e John Kennedy, este com a vantagem do inegável bom gosto. (...)
A palavra decoro tem uma certa vantagem para definir o que se espera dos líderes políticos. É lamentável que, muitas vezes, decoro seja confundido com a ação que, embora irregular, termina sem ser descoberta. No processo por ofensa ao decoro, o senso de justiça se afoga na valoração política e no escândalo da mídia, interferindo contra ou a favor do acusado. (Walter Ceneviva, Folha de S. Paulo, 12/09/99)

1) O fragmento em que o autor explica o “verdadeiro paradoxo criado pelo constituinte de 1988” é:
a) “...quando dispensada nas duas mais importantes cortes judiciárias do país”
b) “...a lei exige reputação ilibada, ou seja, fama ou renome sem mancha”
c) “Servem de exemplo ministros do STF (Supremo Tribunal Federal e do STJ (Superior Tribunal de Justiça)”
d) “as distinções oferecem outras curiosidades”
e) “a distinção é inócua...”

2) “Dupla imposição” (l. 7), no texto, refere-se:
a) a leis emanadas das duas mais importantes cortes judiciárias do país
b) à redundância entre fama e renome sem mancha
c) à exigência de reputação ilibada e idoneidade moral
d) às penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça
e) às atribuições dos ministros do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas da União

3) “Dependem dos valores subjetivos de quem as aplique” significa
a) modificam os valores de quem as enuncia.
b) têm seus sentidos fixados apenas nos dicionários.
c) tomam significado de acordo com padrões individuais.
d) referem-se àqueles que a utilizam.
e) caracterizam-se pela univocidade.

4) Leia o fragmento abaixo. “É  lamentável que, muitas vezes, decoro seja confundido com a ação que, embora seja irregular, termina sem ser
descoberta.” (/. 28-30) A intenção do autor é
a) ignorar a dicotomia pensamento/ação.
b) legitimar o duplo sentido da palavra decoro.
c) confundir decoro com punibilidade.
d) denunciar a hipocrisia na preservação do decoro.
e) dissociar o senso de justiça da valoração política.

5) Os elementos que estabelecem a coesão entre o 1o e o 2o parágrafos e
entre o 2o e o 3o são, respectivamente,
a) “embora” (/. 13) e “como” (/. 25)
b) “também” (/. 6) e “mas nem sequer” (/. 20)
c) “mas” (/. 11) e “probidade administrativa” (/. 20)
d) “entre outras qualidades” (/. 12) e “de quem” (/. 15)
e) “outras curiosidades” (/. 10) e “nada disso” (/. 16/17) 

Prova de interpretação de textos – Reputação ilibada

REPUTAÇÃO ILIBADA

Há, no Brasil, cargos para os quais a lei exige reputação ilibada, ou seja, fama ou renome sem mancha. Servem de exemplo ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Para outros, o que é verdadeiro paradoxo criado pelo constituinte de 1988, reputação ilibada não basta, pois para o ministro  do Tribunal de Contas da União a Constituição também impõe a idoneidade moral. Não é fácil explicar para que serve a dupla imposição, quando dispensada nas duas mais importantes cortes judiciárias do país. Sugeriria a insuficiência da reputação sem mácula, o que levaria ao absurdo.
As distinções oferecem outras curiosidades. Os ministros do STF e do STJ devem ter notável saber jurídico, mas basta, para os do Tribunal de Contas da União, o notório conhecimento jurídico, entre outras qualidades.
A distinção é inócua, embora os juristas digam que  a lei não contém vocábulos inúteis. Saber e conhecimento, tanto quanto notável e notório, são palavras ocas. Dependem dos valores subjetivos de quem as aplique.
Para presidente da República, para deputado e senador, nada disso é exigido. Eleitos pelo voto popular, submetem-se a variáveis limites de idade. Não carecem de saber ou conhecimento. Basta que não sejam analfabetos. O presidente da República deve cumprir a lei e manter a probidade administrativa, mas nem sequer pode ser  processado por crimes comuns, como aconteceria com o adultério não perdoado pela mulher.
Nos Estados Unidos, sob desculpa de exigirem reputação ilibada de seu presidente, os discursos moralistas esquecem a história.
Clinton errou e errou feio, mas não está só. Houve  líderes de porte, mas maridos nem sempre fidelíssimos, como Roosevelt e John Kennedy, este com a vantagem do inegável bom gosto. (...)
A palavra decoro tem uma certa vantagem para definir o que se espera dos líderes políticos. É lamentável que, muitas vezes, decoro seja confundido com a ação que, embora irregular, termina sem ser descoberta. No processo por ofensa ao decoro, o senso de justiça se afoga na valoração política e no escândalo da mídia, interferindo contra ou a favor do acusado. (Walter Ceneviva, Folha de S. Paulo, 12/09/99)

1) O fragmento em que o autor explica o “verdadeiro paradoxo criado pelo constituinte de 1988” é:
a) “...quando dispensada nas duas mais importantes cortes judiciárias do país”
b) “...a lei exige reputação ilibada, ou seja, fama ou renome sem mancha”
c) “Servem de exemplo ministros do STF (Supremo Tribunal Federal e do STJ (Superior Tribunal de Justiça)”
d) “as distinções oferecem outras curiosidades”
e) “a distinção é inócua...”

2) “Dupla imposição”, no texto, refere-se:
a) a leis emanadas das duas mais importantes cortes judiciárias do país
b) à redundância entre fama e renome sem mancha
c) à exigência de reputação ilibada e idoneidade moral
d) às penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça
e) às atribuições dos ministros do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas da União

3) “Dependem dos valores subjetivos de quem as aplique” significa
a) modificam os valores de quem as enuncia.
b) têm seus sentidos fixados apenas nos dicionários.
c) tomam significado de acordo com padrões individuais.
d) referem-se àqueles que a utilizam.
e) caracterizam-se pela univocidade.

4) Leia o fragmento abaixo. “É  lamentável que, muitas vezes, decoro seja confundido com a ação que, embora seja irregular, termina sem ser
descoberta.” A intenção do autor é
a) ignorar a dicotomia pensamento/ação.
b) legitimar o duplo sentido da palavra decoro.
c) confundir decoro com punibilidade.
d) denunciar a hipocrisia na preservação do decoro.
e) dissociar o senso de justiça da valoração política.

5) Os elementos que estabelecem a coesão entre o 1º e o 2º parágrafos e entre o 2º e o 3º são, respectivamente,
a) “embora” e “como” 
b) “também” e “mas nem sequer” 
c) “mas” e “probidade administrativa”
d) “entre outras qualidades” e “de quem”
e) “outras curiosidades” e “nada disso”

Exercício de interpretação de textos – Humanismos e anti-humanismos

HUMANISMOS E ANTI-HUMANISMOS

Ciência e técnica se têm revelado, na sociedade atual, inadequadas a proporcionar ao homem meios para a sua autêntica realização. Mais ainda:
utilizadas como estão, têm conspirado contra a felicidade humana. E a nova geração de intelectuais, cientistas e jovens, nos últimos vinte anos, tem sido porta-voz da frustração, do medo, do protesto contra a invasão da ciência e da técnica.
Enquanto há anos atrás era difícil encontrar um nome de cientista que levantasse dúvida sobre a validez total de seu trabalho, hoje ocorre exatamente o contrário: não se conhece um só nome de grande cientista que acredite incondicionalmente no poder total da ciência e da técnica para resgatar o homem de seus males e torná-lo completamente feliz. Cientistas e pensadores não escondem seu ceticismo e sua preocupação com os resultados da ciência e da técnica.
Acontece que este clima de desconfiança, insatisfação e pavor não se nota só entre os cientistas e sábios; ele está já se alastrando entre o povo e sensibilizou especialmente os jovens, sobretudo os estudantes. O fato de que as manifestações mais clamorosas de seu protesto pertençam ao passado não significa que ele tenha perdido em intensidade e universalidade. Muito pelo contrário: o terror dos anos 70 é filho direto do protesto dos anos 60.
Note-se bem: o protesto, a recusa por parte dos cientistas, dos intelectuais em geral e dos jovens não é propriamente contra a ciência e a técnica em si, mas contra sua valorização exclusiva, contra uma sociedade que pretende construir-se unicamente sobre estas pilastras, sem levar em conta outras exigências e componentes humanos que a ciência e a técnica não podem satisfazer. (Pedro Dalle Nogare)

1) Na introdução do texto, o autor declara que a ciência e a técnica se têm revelado inadequadas na realização do homem. Isto porque: 
a) elas têm conspirado contra a felicidade humana.
b) nenhum cientista moderno acredita piamente no poder da ciência.
c) os cientistas estão céticos quanto aos resultados da ciência e da técnica.
d) deixam de lado algumas exigências e componentes humanos.
e) atingem não só cientistas e técnicos, mas também os jovens.

2) “Ciência e técnica se têm revelado...”; a forma verbal desse segmento do texto mostra uma ação:
a) que se iniciou em passado próximo e terminou no presente.
b) que se repete no passado e se interrompe no presente.
c) repetida com continuidade até o presente em que falamos. 
d) completamente passada.
e) que se iniciou no presente com continuidade hipotética no futuro.

3)  “...não escondem seu ceticismo...”:  no texto, um sinônimo adequado para o vocábulo sublinhado é:
a) confiança
b) descrença
c) negativismo
d) cinismo
e) ateísmo

4)  “Acontece que este clima de desconfiança, insatisfação e pavor não se nota só entre cientistas e sábios;...”; após um segmento textual em que está presente a expressão “não só”, pode-se prever um segmento seguinte com o valor de:
a) oposição
b) concessão
c) causa
d) adição
e) comparação

5)  “...especialmente os jovens, sobretudo os estudantes...”;  entre os vocábulos “jovens” e “estudantes” estabelece-se, respectivamente, uma relação de:
a) geral / específico
b) específico / geral
c) formal / informal
d) nacional / regional
e) popular / erudito

6)  “O fato de que as manifestações mais clamorosas de  seu protesto pertençam ao passado não significa que ele tenha perdido em intensidade e universalidade.”; em outras palavras, pode-se dizer que:
a) os protestos estudantis mais clamorosos pertencem ao passado, perdendo em intensidade e universalidade.
b) apesar de os protestos estudantis terem perdido  em intensidade e universalidade, eles continuam bastante clamorosos no presente.
c) o fato de os protestos de estudantes não terem perdido em intensidade e universalidade é comprovado pelas manifestações clamorosas do passado.
d) os protestos estudantis não perderam em intensidade e universalidade apesar de suas formas mais clamorosas já pertencerem ao passado.
e) o fato de os movimentos estudantis pertencerem ao passado faz com que os vejamos hoje com a mesma intensidade e universalidade de outrora. 

7)  “o terror dos anos 70 é filho direto do protesto dos anos 60.”;  pode-se dizer que entre os elementos citados nesse segmento do texto há uma relação respectiva de:
a) causa / efeito
b) fato / explicação
c) conseqüência / fato
d) antecedente / conseqüente
e) tempo / espaço 

Exercícios de interpretação – Drogas: A mídia está dentro

O artigo de hoje traz um exercício bastante interessante que será usado para interpretação de texto. Nele, vamos ter contato com uma discussão interessante sobre drogas e mídia. Faça-o, mas já adianto que, justamente este, não possui gabarito ao final.



DROGAS: A MÍDIA ESTÁ DENTRO
Há poucos dias, assistindo a um desses debates universitários que a gente pensa que não vão dar em nada, ouvi um raciocínio que não me saiu mais da cabeça. Ouvi-o de um professor - um professor brilhante, é bom que se diga. Ele se saía muito bem, tecendo considerações críticas sobre o provão. Aliás, o debate era sobre o provão, mas isso não vem ao caso. O que me interessou foi um comentário marginal que ele fez - e o exemplo que escolheu para ilustrar seu comentário. Primeiro, ele disse que a publicidade não pode tudo, ou melhor, que nem todas as atitudes humanas são ditadas pela propaganda. Sim, a tese é  óbvia, ninguém discorda disso, mas o mais interessante veio depois. Para corroborar sua constatação, o professor lembrou que muita gente cheira cocaína e, no entanto, não há propaganda de cocaína na TV. Qual a conclusão lógica?
Isso mesmo: nem todo hábito de consumo é ditado pela publicidade.
A favor da mesma tese, poderíamos dizer que, muitas vezes, a publicidade tenta e não consegue mudar os hábitos  do público.
Inúmeros  esforços publicitários não resultam em nada. Continuemos no campo das substâncias ilícitas. Existem insistentes campanhas antidrogas nos meios de comunicação, algumas um tanto soporíferas, outras mais terroristas, e todas fracassam. Moral da história?  Nem que seja para consumir produtos químicos ilegais, ainda somos minimamente livres diante do poder da mídia. Temos alguma autonomia para formar nossas decisões. Tudo certo? Creio que não. Concordo que a mídia não pode tudo, concordo que as pessoas conseguem guardar alguma independência  em sua relação com a publicidade, mas acho que o professor cometeu duas impropriedades: anunciou uma tese fácil demais e, para demonstrá-la, escolheu um exemplo ingênuo demais. Embora não vejamos um comercial promovendo explicitamente o consumo de cocaína, ou de maconha, ou de heroína, ou de crack, a verdade é que os meios de comunicação nos bombardeiam, durante 24 horas por dia, com a propaganda não de drogas, mas do efeito das drogas. A publicidade, nesse sentido, não refreia, mas reforça o desejo pelo efeito das drogas. Por favor, não se pode culpar os publicitários por isso - eles, assim como todo mundo, não sabem o que fazem. (EugênioBucci)

1) DROGAS; A MÍDIA ESTÁ DENTRO; com esse título o autor:
a) condena a mídia por sua participação na difusão do consumo de drogas.
b) mostra que a mídia se envolve, de algum modo, com o tema das drogas.
c) faz um jogo de palavras, denunciando o incentivo ao consumo de drogas pela mídia.
d) demonstra a utilidade da mídia em campanhas antidrogas.
e) indica que a mídia é bastante conhecedora do tema das drogas.

2) “Há poucos dias, assistindo a um desses debates universitários...”; se desenvolvermos a forma do gerúndio assistindo de forma adequada ao texto,
teremos:
a) depois de assistir 
b) assim que assisti 
c) enquanto assistia
d) logo que assisti
e) porque assisti

3) “Ele se saía muito bem tecendo considerações críticas sobre o provão,...”; o gerúndio tecendo mostra uma ação:
a) que antecede a do verbo da oração anterior.
b) posterior à do verbo da oração anterior. _’ __
c) que é a conseqüência da ação da oração anterior.
d) simultânea à do verbo da oração anterior.
e) que mostra oposição à ação da oração anterior.

4)A expressão destacada que tem seu significado corretamente expresso é:
a) “...que a gente pensa que não vão dar em nada.” - que não vão chegar a ser publicados
b) “...ouvi um raciocínio que não me saiu mais da cabeça.” - que me deixou com dor de cabeça
c) “...o debate era sobre o provão; mas isso não vem ao  caso.” – tem pouca importância
d) “...um professor brilhante, é bom que se diga.” - é importante destacar isso
e) “Ele se safa muito bem...” - ele desviava do assunto principal

5) “O que me interessou foi um comentário marginal...”; o vocábulo destacado significa:
a) subliminar
b) maldoso
c) anormal
d) desprezível
e) paralelo

6) “Primeiro, ele me disse que a publicidade não  pode tudo, ou melhor, que nem todas as atitudes humanas são ditadas pela  propaganda.”; a expressão ou melhor indica:
a) retificação
b) esclarecimento
c) alternância 
d) incerteza
e) ratificação

7) “Sim, a tese é óbvia...”; “Para corroborar sua constatação, o professor lembrou que muita gente cheira cocaína e, no entanto, não há propaganda de cocaína na TV.”; em termos argumentativos, podemos dizer, com base nestes dois segmentos, que:
a) a tese é acompanhada de argumento que a defende.
b) a tese leva a uma conclusão explícita.
c) a tese parte de uma premissa falsa.
d) a tese não é acompanhada de dados que a comprovem.
e) a tese é falaciosa e não pode ser provada.

8) “Para corroborar sua constatação...”; no caso  do professor citado no texto, seu pensamento é apoiado por:
a) opinião própria
b) estatística
c) testemunho de autoridade
d) evidência
e) analogia

9) “Muitas vezes, a publicidade tenta e não consegue mudar os hábitos do público”; esta afirmação:
a) funciona como mais um argumento para a tese emitida pelo professor.
b) desmoraliza o falso argumento citado pelo professor no debate.
c) confirma a tese de que a publicidade pode tudo.
d) é mais um argumento do professor em defesa do que pensa.
e) representa mais uma dúvida do jornalista sobre o tema debatido.

8) Toda publicidade muda hábitos / X é publicidade contrária ao consumo de cocaína / X vai mudar o hábito de consumo da cocaína. Este silogismo,
considerando-se o que é dito no texto, NÃO é verdadeiro porque:
a) a premissa não é verdadeira.
b) um dos termos do silogismo possui ambigüidade.
c) a conclusão não é uma decorrência lógica da premissa.
d) a premissa não é suficiente para a conclusão.
e) a organização dos termos está fora da disposição padrão.

9) Em alguns segmentos do texto, o autor interage com o leitor, dialogando com ele. O item em que essa estratégia está ausente é:
a) “Por favor, não se pode culpar os publicitários por isso - eles, assim como todo mundo, não sabem o que fazem.”
b) “Tudo certo? Creio que não.” 
c) “Qual a conclusão lógica? Isso mesmo: nem todo hábito de publicidade  é ditado pela mídia.”
d) “Moral da história? Nem que seja para consumir produtos químicos ilegais, ainda somos minimamente livres diante do poder da mídia.”
e) “Ouvi-o de um professor - um professor brilhante, é bom que se diga.”

10) O item em que a palavra destacada tem um sinônimo corretamente indicado é:
a) “...nem todas as atitudes humanas são DITADAS pela propaganda.” - regulamentadas
b) “Para CORROBORAR sua constatação,...” - contrariar
c) “Continuemos no campo das substâncias ILÍCITAS.” - perigosas
d) “...algumas um tanto SOPORÍFERAS,...” - maçantes
e) “Temos alguma AUTONOMIA para formar nossas decisões.” inteligência

11) “Continuemos no campo das substâncias ilícitas.”; o emprego da primeira pessoa do plural em continuemos se justifica porque o autor:
a) se refere a ele e ao professor citado no texto.
b) engloba o autor e os publicitários.
c) quer escrever de forma mais simpática e popular.
d) abrange o autor e os possíveis leitores.
e) distraiu-se sobre o tratamento até então dado ao tema.

12) “...campanhas antidrogas nos meios de comunicação, algumas um tanto soporíferas, outras mais  terroristas, e todas fracassam.”; no segmento
sublinhado, o autor do texto alude à estratégia publicitária do (da):
a) sedução
b) intimidação
c) provocação
d) constrangimento
e) tentação

13) “...campanhas antidrogas nos meios de comunicação, algumas um tanto soporíferas, outras mais terroristas, e todas fracassam.”; com esse segmento do texto, o autor nos diz que:
a) todas as campanhas antidrogas fracassam porque empregam estratégias inadequadas.
b) campanhas antidrogas fracassam mas nem todas são bem elaboradas.
c) mesmo apelando a estratégias diversas, todas as  campanhas antidrogas fracassam.
d) campanhas antidrogas apelam para várias estratégias porque fracassam.
e) as campanhas antidrogas trazem contradições internas, que as levam ao fracasso. 

14) “Nem que seja para consumir produtos químicos  ilegais, ainda somos minimamente livres diante do poder da mídia.”; com esse segmento do texto, o autor quer dizer que:
a) nossa liberdade é completa diante das pressões da mídia.
b) possuímos liberdade limitada diante da mídia, ainda que a empreguemos mal.
c) como consumimos produtos químicos ilegais, temos reduzida liberdade.
d) já que a mídia anuncia produtos ilegais, nossa liberdade de escolha é limitada.
e) temos pouca liberdade diante da ação da mídia pois parte de sua ação é ilegal.

15) “Tudo certo? Creio que não.”; o autor do texto acha que nem tudo está certo porque:
a) discorda da tese defendida pelo professor.
b) não concorda com a afirmação de que a mídia não faz propaganda de cocaína.
c) acha que a mídia faz propaganda clara de substâncias químicas ilegais.
d) o professor não apresenta qualquer argumento para a defesa de sua tese.
e) as drogas continuam sendo consumidas, apesar das campanhas contrárias.

16) Segundo o texto, as drogas:
a) aparecem, na mídia, de forma explícita.
b) não são exploradas pela mídia.
c) são condenadas pela mídia de forma implícita
d) aparecem na mídia por meio de referências indiretas
e) são motivo central da propaganda midiática.

17) “...tecendo considerações críticas sobre o provão.”; críticas significa:
a) de ironia
b) de condenação
c) de apreciação
d) de humor
e) de negativismo

18) O adjetivo cuja expressão correspondente é indicada ERRADAMENTE é:
a) debates universitários - debates de universidades
b) professor brilhante - professor de brilho
c) comentário marginal - comentário à margem
d) atitudes humanas - atitudes do homem
e) substâncias ilícitas - substâncias fora da lei

Prova de Língua Portuguesa pronta pra imprimir – Os comilões e os insônes

OS COMILÕES E OS INSONES

Eu e vocês já tínhamos ouvido falar do time do come-e-dorme.
Era uma expressão da nossa infância que se confundia, acredito, com a própria infância do futebol.
Para os torcedores mais jovens, eu poderia   explicar   que  o  time do come-e-dorme era aquele formado por jogadores que viviam encostados nos clubes, meio marginalizados, mas que pareciam até apreciar essa situação: eram reservas que treinavam, levavam seu dinheirinho para casa, mas quase não jogavam.
Quando entravam no time,   era   geralmente   no   fim do   jogo, quando o resultado já estava definido, e a responsabilidade era pouca. No clube, levavam a vida sem muito compromisso; em casa, comiam e dormiam, naturalmente.
Há muito tempo, não ouvia falar no time do come-e-dorme.
Parece que foi se desintegrando com as exigências cada vez mais severas do regime profissional.
Mas eis que agora ele ressurge com uma nova maquiagem, como vocês viram nas reportagens sobre o Flamengo durante a semana:  é o time que come, come muito, mas não dorme, dorme pouco. (...)
Voltando ao   caso  particular  do  Flamengo,  parece  que  sexta feira foi dia de séria reprimenda dos dirigentes nos comilões e nos insones. Já não foi sem tempo, porque os jogadores dos times cariocas, não só os do Flamengo, têm uma tendência natural para mergulhar fundo nas águas do amadorismo.
Vamos   verificar   se,   repreendidos,   retomam  o  caminho  do  futebol profissional. (...) (Fernando Calazans. Os Comilões e os Insones. O Globo, Rio de Janeiro, 06 de outubro de 1991)

1) “...time do come-e-dorme. Era uma expressão da nossa infância...” Nesta passagem, o autor afirma, principalmente, que a expressão come-e-dorme foi:
a) criada por um antigo clube.
b) usada pelas crianças de sua época.
c) vivenciada por todos os seus leitores.
d) utilizada noutros tempos pelos reservas do time.

2) O texto nos revela, em relação ao time do come-e-dorme, que seus jogadores eram:
a) lentos 
b) importantes
c) apadrinhados
d) privilegiados

3) O texto tem como tema principal uma crítica aos jogadores de futebol. Entre as passagens abaixo, aquela que não constitui um aspecto dessa crítica é:
a) “Era uma expressão da nossa infância...”
b) “...levavam seu dinheirinho para casa, mas quase não jogavam...”
c) “...o resultado já estava definido, e a responsabilidade era pouca.”
d) “...têm uma tendência natural para mergulhar fundo nas águas do amadorismo.”

4) Da linha 4 à 12 o autor descreve:
a) o treino cansativo dos reservas
b) o modo do time finalizar o jogo
c) a vida fácil de alguns jogadores de futebol
d) a forma de pagamento do time do come-e-dorme

5) O antigo time do come-e-dorme atualmente  é o  time do “come muito, mas não dorme”. Segundo o autor, este fato ocorreu em virtude de:
a) preocupação com o aumento de treinos
b) regras rígidas impostas pela profissão
c) dedicação exclusiva dos jogadores ao clube
d) estafa do time pela atuação em muitos jogos

6) “Mas eis que agora ele ressurge com uma nova maquiagem,...”. A palavra que tem o mesmo significado da sublinhada acima é:
a) reaparece
b) treina
c) volta
d) atua

7) “...exigências cada vez mais severas...” A palavra “severas” significa rígidas. De acordo com o texto, o antônimo para este termo é:
a) rigorosas
b) eficazes
c) difíceis
d) brandas

Atividade de interpretação de textos – Facismo social no país do sociológo

FACISMO SOCIAL NO PAÍS DO SOCIÓLOGO

A definição dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil está no artigo 3o de nossa Constituição. São todos de grande nobreza e esperança. Valem como pólos de concentração ideal para o povo, como destinos a serem alcançados pelo Brasil, na permanente viagem de nossos sonhos.
O primeiro desses objetivos consiste em realizar uma sociedade livre, justa e solidária. Para ser livre, a sociedade terá liberdades públicas asseguradas a todos. Cidadania livre é cidadania sem intervenção excessiva do poder. No país das medidas provisórias, o cidadão acorda tolhido,  dia após dia, com e sem “apagões” e “caladões”. Para que a sociedade possa  ser tida por justa,  é necessário diminuir as distâncias sociais, com pobres menos pobres. Depois que a moeda se estabilizou, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, honra seja feita, houve melhora nesse campo, mas o Brasil ainda é dos mais atrasados no mundo na satisfação das necessidades sociais do ser humano.
A solidariedade proclamada no texto constitucional  deve ser espontânea, colhida na consciência de cada um e, pelo menos, da população mais aquinhoada em favor dos que têm pouco. A solidariedade do artigo 3º da Constituição precisa, porém, ser catalisada pelo Estado para o trabalho espontâneo em favor dos menos favorecidos. O objetivo social exigirá da administração pública e de seus funcionários que atuem em favor dos cidadãos, com eles e não contra eles, como se os considerassem inimigos. O desenvolvimento nacional, segunda das grandes metas do país, tem ido bem no plano econômico. Progredimos em termos materiais, mas não o quanto baste.
O terceiro e o quarto objetivos fundamentais, previstos no artigo 3o, são projetos de um sonho estratosférico. Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir desigualdades sociais e regionais é trabalho para séculos. Não há nação do mundo sem faixas de miserabilidade - nem as mais ricas. A promoção do bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação carece de remédio forte, como criminalização das condutas contrárias. Sem a ameaça grave de sanções, a cobra raivosa do preconceito continuará agindo no coração de muitas pessoas. A Carta proíbe a discriminação entre o homem e a mulher (artigo 5o, I, e artigo 226, parágrafo 5°), contra as liberdades fundamentais, e a prática do racismo (artigo 5o, incisos XLI e XLII). No trabalho, veda distinções quanto ao salário, ao exercício de funções e aos critérios de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil (artigo 7o, inciso XXX). O sociólogo português Boaventura de Souza Santos, professor da Faculdade  de Economia da Universidade de Coimbra, falando recentemente a esta  Folha,  verberou a polarização da riqueza em muitos países, inclusive  no nosso, em condições parecidas com a dos Estados fascistas tradicionais. Exemplificou com grupos criminosos que substituem o Estado em certas regiões (vide o PCC) e com a parte corrupta da polícia, colaboradora do crime organizado, não se sabendo onde acaba a administração pública e começa a sociedade.
Boaventura lembra a incapacidade de redistribuição da riqueza, permitindo que o capitalismo opere contra o pobre, e não a favor dele. Chama essa situação de fascismo social. Neste país, presidido por um sociólogo, precisamos meditar sobre as insuficiências gerais e as do direito em particular, afirmadas pelo sábio sociólogo português. Meditar para corrigi-las. (Walter Ceneviva - Folha de São Paulo, 16/06/01)

1) Ao dizer que os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil são “de grande nobreza e esperança”, o autor do texto quer dizer que:
a) nossos objetivos constitucionais estão fora da realidade atual de nosso país.
b) apesar de serem nobres, os objetivos constitucionais até hoje não foram atingidos.
c) por serem nobres, esses objetivos só poderão ser alcançados com a mudança profunda da sociedade brasileira.
d) eles representam, por sua nobreza, algo que dificilmente será atingido pelo povo brasileiro.
e) os objetivos constitucionais mostram algo nobre  que funciona como ponto ideal de chegada.

2) “Valem como pólos de concentração ideal para o povo, como destinos a serem alcançados pelo Brasil, na permanente viagem  de nossos sonhos”; neste segmento do texto, os vocábulos que se aproximam semanticamente são:
a) ideal / sonhos
b) pólos / viagem
c) povo / Brasil
d) viagem / Brasil
e) concentração / ideal

3) No que diz respeito aos objetivos fundamentais do Brasil, presentes no artigo 3o de nossa Constituição, podemos dizer, segundo o texto, que:
a) o primeiro dos objetivos só será atingido se a liberdade, a justiça e a solidariedade brotarem espontaneamente do povo.
b) o segundo desses objetivos já foi alcançado, apesar de algumas injustiças sociais.
c) o terceiro e o quarto objetivos só serão alcançados após um trabalho de séculos.
d) o quarto objetivo vai de encontro à cobra raivosa do preconceito, que ainda age no coração de muitos.
e) para se alcançarem os objetivos constitucionais  é indispensável a criminalização das condutas contrárias. 

4) O segmento do texto que NÃO mostra, explícita ou implicitamente, uma crítica ao governo atual é:
a) “Cidadania livre é cidadania sem intervenção excessiva do poder.”
b) “No país das medidas provisórias, o cidadão acorda tolhido, dia após dia, com e sem ‘apagões’ e ‘caladões’
c) “O terceiro e o quarto objetivos fundamentais, previstos no artigo 3o, são projetos de um sonho estratosférico.”
d) “O objetivo social exigirá da administração pública e de seus funcionários que atuem em favor dos cidadãos, com eles e não contra eles,...”
e) “Neste país, presidido por um sociólogo, precisamos meditar sobre as insuficiências gerais e as do direito em particular...”

5) Ao apelar para o depoimento do sociólogo português Boaventura de Souza Santos, o articulista pretende:
a) demonstrar a força do jornal para o qual trabalha, indicando a  qualidade de seus colaboradores.
b) comparar, por oposição, o pensamento de um sociólogo português com o de um sociólogo brasileiro, o Presidente da República.
c) dar autoridade e credibilidade às opiniões veiculadas pelo artigo.
d) condenar a discriminação de raça, sexo, cor e idade que aparecem em nossa sociedade.
e) indicar o retrocesso de nosso país, comparando a nossa situação com a de outros países do primeiro mundo.

6) “...são projetos de um sonho estratosférico.”; no contexto em que está inserido, o vocábulo sublinhado eqüivale semanticamente a:
a) revolucionário
b) utópico
c) superior
d) ultrapassado
e) superado

7) “...verberou a polarização da riqueza em muitos países...”; com essa frase o articulista quer dizer que o economista português:
a) já apontou, em muitos países, a má distribuição da riqueza.
b) condenou a concentração da riqueza que ocorre em muitos países.
c) mostrou a concentração da riqueza na mão de poucos, que ocorre em muitos países.
d) abordou a má distribuição da renda nacional que existe em muitos países.
e) criticou, em muitos países, que a produção econômica se tenha reduzido a um só produto básico.

8) “...carece de remédio forte, como criminalização das condutas contrárias”; o remédio proposto pelo jornalista é que:
a) sejam consideradas criminosas todas as pessoas que praticarem qualquer tipo de discriminação.
b) ele seja idêntico ao que é adotado para crimes hediondos.
c) todos os que se opuserem às novas medidas de força sejam considerados criminosos.
d) se considerem criminosos os que se oponham aos objetivos fundamentais de nossa Constituição.
e) se contrariem todas as condutas que, criminosamente, defendam a discriminação.

9) Os primeiros parênteses empregados no penúltimo parágrafo do texto foram utilizados para:
a) explicitar a idéia anterior.
b) localizar a proibição citada.
c) acrescentar informações ao texto.
d) documentar o artigo com textos de autoridade.
e) comprovar a opinião do jornalista.

10) “...que substituem o Estado em certas regiões  (vide o PCC) e com a parte corrupta da polícia,...”;  vide é  forma latina correspondente ao verbo
“ver”. O latinismo a seguir que tem seu significado corretamente indicado é:
a) sic - nunca 
b) et alii - e assim
c) ad hoc - isto é
d) lato sensu - em sentido restrito
e) verbi gratia - por exemplo

11) O texto que serve de motivo a esta prova pode ser classificado, de forma mais adequada, como:
a) argumentativo opinativo
b) narrativo moralizante
c) expositivo informativo
d) argumentativo polêmico
e) expositivo didático

Questões de interpretação de textos – Apague a luz antes de dormir

APAGUE A LUZ NA HORA DE DORMIR

Os pediatras costumam pedir aos pais que apaguem todas as luzes do quarto da criança na hora de dormir, mas há aqueles que ficam com pena do filho e não seguem a instrução à risca. De acordo com estudo recente publicado na revista inglesa  Nature,  bebês que dormem com a luz acesa têm entre três a cinco vezes mais probabilidades de sofrer de miopia que as crianças acostumadas a repousar no escuro desde os primeiros dias de vida. Os pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, ouviram 479 pais de crianças e adolescentes de 2 a 16 anos. Eles perguntaram se, nos primeiros anos de vida, as crianças dormiam com a luz do quarto ou com o abajur aceso. Testes oftalmológicos mostraram que 34% das crianças que dormiram com o abajur ligado se tornaram míopes. O mesmo problema  atingiu 55% dos que mantinham a luz do quarto acesa à noite. Apenas 10% das que sempre dormiram no escuro desenvolveram miopia. A hipótese mais provável é a de que a luz durante o sono prejudica o desenvolvimento da retina. Há outra razão, menos objetiva, envolvendo a luz e o sono da criança. O apagar da luz do quarto (sem direito à luz no corredor) é o marco do fim do dia. Se a luz fica acesa, a criança tende a se distrair, a olhar para cá e para lá, e isso é ruim. (Veja - 7 de julho de 1999)

1) Segundo o texto, deixando a luz acesa, os pais podem:
a) combater a insegurança dos filhos.
b) provocar a ansiedade nas crianças.
c) evitar a chegada do medo noturno.
d) aumentar as possibilidades de miopia nos filhos.
e) evitar o desenvolvimento da retina.

2) A relação luz acesa/miopia é:
a) fruto da opinião do autor do texto
b) indicada por pesquisa universitária
c) comprovada pelos pediatras
d) derivada da falta de cuidado dos pais
e) estabelecida pela experiência

3)De acordo com  estudo recente...; o  item que mostra um substituto adequado da expressão sublinhada é:
a) à proporção que
b) assim como
c) conquanto
d) para
e) conforme

4)Testes oftalmológicos  referem-se à visão; a relação abaixo INCORRETAMENTE indicada é:
a) dermatológico - pele
b) ginecológico - aparelho genital feminino
c) fisiológico - músculos
d) urológico - aparelho urinário
e) neurológico - sistema nervoso

5)Ao dizer que  Apenas  10% das que sempre dormiram no escuro desenvolveram miopia, o autor do texto indica que:
a) considera a quantidade detectada irrelevante para o estabelecimento seguro de uma relação.
b) poucos dos entrevistados puderam dar a informação solicitada.
c) considera poucos os que contrariam a indicação “da pesquisa.
d) ainda são muitos os que desenvolvem miopia, apesar de dormirem no escuro.
e) são poucos os que comprovam a relação miopia/escuro.

6) Dizer que existe uma  hipótese  sobre determinado assunto equivale a dizer que existe:
a) uma certeza comprovada
b) uma possibilidade estabelecida
c) uma opinião não-documentada
d) uma dúvida a ser esclarecida
e) um tema já pesquisado

7) Se  a luz fica acesa, a criança tende a se distrair...;  a primeira oração desse segmento estabelece, em relação à segunda, uma relação de:
a) tempo
b) concessão
c) condição
d) causa
e) conseqüência 

8) Há outra razão, menos objetiva, en volvendo a luz e o sono da criança...: o item abaixo que mostra corretamente o desenvolvimento da forma reduzida sublinhada é:
a) quando envolve
b) enquanto envolve
c) porque envolve
d) embora envolva
e) que envolve

Exercício de interpretação de textos – Como se precaver de advogados

É muito comum nos dias atuais, vermos exercícios de interpretação de textos que não se baseiam apenas nos autores consagrados da Língua portuguesa. Há quem diga que nas provas de Português de hoje e dia aparecem mais tirinhas do Calvin e da Mafalda do que excertos de Machado de Assis ou qualquer outro autor que faz parte da nossa Literatura. Não discordo, mas entendo que é um movimento natural que visa aproximar as provas da realidade dos alunos por compreender que eles não são seres independentes do mundo que os cerca. Os exercícios abaixo trazem um texto bastante simples, mas são justamente estes que dão mais trabalho, pois a aparente simplicidade pode esconder efeitos de sentido que somente um leitor competente pode perceber.

COMO SE PRECAVER DE ADVOGADOS

Você tem dificuldades para interpretar textos na hora da prova?
Alguns procedimentos para não ser enrolado por um advogado desonesto:

  1. Pegue referências com antigos clientes;
  2. Procure a seção da OAB ou o fórum local par ver  se o advogado está cumprindo, ou já cumpriu, suspensão e pesquise o motivo;
  3. Antes de acertar o valor dos honorários, consulte a tabela da OAB. Não é obrigatório segui-la, mas ela serve de base;
  4. Exija um contrato de prestação de serviços com duas testemunhas. De preferência, registre-o no cartório; 
  5. Exija também no contrato um relatório mensal sobre o andamento do processo. Cheque as informações no fórum ou nos tribunais regularmente;
  6. Ao assinar uma procuração delegando poderes ao advogado, evite conceder a ele autonomia para “dar quitação e/ou receber valores”.
(Veja, 7 de julho de 1999)


1) Sobre o título do texto -  Como se precaver de advogados  - só NÃO é correto afirmar que:
a) está implícito que o texto se refere aos maus advogados.
b) o termo como refere-se ao modo da ação verbal.
c) a ação verbal não está atribuída a um sujeito determinado.
d) a forma correta da posição do pronome  se  na frase seria após o infinitivo: como precaver-se de advogados.
e) a forma verbal corresponde à 3ª pessoa do singular.

2) Se colocássemos o verbo  precaver  no imperativo, como os demais do texto, teríamos a forma:
a) precavenha-se
b) precaveja-se
c) precava-se
d) precaute-se
e) não existe qualquer forma para o imperativo

3) O tom do texto, criado pelo imperativo, é o de:
a) ordem
b) conselho
c) desejo
d) convite
e) pedido

4) Alguns procedimentos para não ser enrolado por um advogado desonesto; pode-se deduzir do segmento destacado que:
a) todo advogado é desonesto.
b) há outros procedimentos que não foram citados.
c) não é possível escapar de advogados desonestos.
d) os procedimentos citados são um meio de enrolar os desonestos.
e) a revista Veja não está preocupada em defender os leitores dos procedimentos citados.

5) Não é obrigatório... é  forma equivalente a  Não há obrigação de... seguindo esse modelo, o item que apresenta uma correspondência equivocada é:
a) não é legal - não há legalidade.
b) não é proibido - não há proibição.
c) não é possível - não há posse.
d) não é justo - não há justiça.
e) não é ético - não há ética.

6) Não éobrigatório segui-LA... (item 3); ...registre-O no cartório... (item 4); nesses segmentos do texto, os pronomes destacados referem-se,
respectivamente, a:
a) tabela / contrato
b) OAB / contrato
c) OAB / cartório
d) tabela / serviço
e) base / valor

7) Mensal corresponde a mês; a correspondência ERRADA entre os itens abaixo é:
a) milenar - mil anos
b) secular - cem anos
c) biênio - dois anos
d) bimestral - dois semestres
e) quinzenal - quinze dias

8) A grafia e/ou indica, entre os elementos e e ou, uma relação de:
a) semelhança
b) adição
c) alternância
d) correção
e) substituição

Como você foi nestes exercícios. Achou fácil demais? complicadíssimos. Sugiro que você coloque abaixo nos comentários suas respostas. Logo vamos disponibilizar o gabarito deste e de outros exercícios que aqui estão e, assim, você poderá conferir suas respostas.

Atividade de interpretação de textos pronta pra imprimir - Entrevista

ENTREVISTA

O ensaísta canadense Alberto Manguei, autor de Uma História da Leitura, explica por que a palavra escrita é a grande ferramenta para entender o
mundo.

Veja  -  Numa época em que predominam as imagens, por que a leitura ainda é importante?
Manguei - A atual cultura de imagens é superficialíssima, ao contrário do que acontecia na Idade Média e na Renascença, épocas que também eram marcadas por uma forte imagética. Pense, por exemplo, nas imagens veiculadas pela publicidade. Elas captam a nossa atenção por apenas poucos segundos, sem nos dar chance para pensar. Essa é a tendência geral em todos os meios visivos. Assim, a palavra escrita é, mais do que nunca, a nossa principal ferramenta para compreender o mundo. A grandeza do texto consiste em nos dar a possibilidade de refletir e interpretar. Prova disso é que as pessoas estão lendo cada vez mais, assim como mais livros estão sendo publicados a cada ano. Bill Gates, presidente da Microsoft, propõe uma sociedade sem papel. Mas, para desenvolver essa idéia, ele publicou um livro. Isso diz alguma coisa. (Veja, 7 de julho de 1999)

1)  ...a palavra escrita é a grande ferramenta para entender o mundo; o item abaixo que representa o papel da palavra escrita no entendimento do mundo é o de:
a) instrumento
b) motivo
c) objetivo
d) modo
e) processo

2)...a palavra escrita é a grande ferramenta para entender o mundo; o item abaixo em que o vocábulo grande apresenta o mesmo valor semântico
que possui nesse segmento do texto é:
a) Por um grande tempo pensou-se que o livro iria ser substituído pelo computador.
b) Bill Gates tem grande interesse em mostrar a inutilidade da palavra escrita no mundo moderno.
c) O computador ainda tem uma grande estrada a percorrer até atingir a importância do livro. 
d) O entrevistado Alberto Manguei é um dos grandes conhecedores do valor da língua escrita.
e) Os computadores mais modernos atingem grandes preços no mercado.

3) O item abaixo em que o elemento destacado tem  seu valor semântico corretamente indicado é:
a) ...a grande ferramenta PARA entender o mundo - meio
b) ...explica POR QUE a palavra escrita... - finalidade
c) ...por que a leitura AINDA é importante? - concessão
d) ...épocas TAMBÉM marcadas por uma forte imagética. - acréscimo
e) ...ASSIM COMO mais livros estão sendo publicados a cada ano. modo

4) Numa época em que predominam as imagens,...; a época a que se refere o repórter é:
a) indeterminada
b) a dos dias de hoje
c) a da Idade Média e da Renascença
d) a de um passado próximo
e) hipotética

5) Na pergunta do repórter há uma oposição implícita entre imagens e leitura porque:
a) os livros teóricos não possuem ilustrações.
b) imagens só estão presentes em livros infantis.
c) a leitura só é a possibilidade de criar imagens.
d) as imagens independem de leitura.
e) as letras não possuem sentido sem imagens.

6) Segmento do texto que NÃO mostra, direta ou indiretamente, uma visão negativa da cultura de imagens é:
a) a atual cultura de imagens é superficialíssima...
b) essa é a tendência geral em todos os meios visivos.
c) elas captam a nossa atenção por apenas poucos segundos...
d) ...sem nos dar chance para pensar.
e)  Bill Gates, presidente da Microsoft, propõe uma sociedade sem papel.

7) Considerando que os vocábulos  imagética e visivos aparecem há pouco tempo nos dicionários da língua portuguesa, isto pode significar que:
a) são vocábulos erradamente criados pelo autor do texto.
b) tais vocábulos são traduções inadequadas de vocábulos estrangeiros.
c) representam realidades ainda ausentes de nosso cenário cultural.
d) se trata de neologismos já reconhecidos oficialmente.
e) os dicionários atuais não estão atualizados.

8) Segundo o que se depreende da resposta do entrevistado, em termos de cultura de imagens, a época moderna, em relação à Idade Média e à Renascença:
a) é bem mais superficial no tratamento das imagens.
b) prefere imagens profanas, ao invés de religiosas.
c) apresenta semelhanças nas imagens publicitárias.
d) mostra idênticas preocupações formais.
e) possui tecnologia bem mais avançada.

9) Pense, por exemplo, nas imagens veiculadas...; o termo sublinhado é muitas vezes confundido com vinculadas, seu parônimo. O item abaixo em que se empregou erradamente um vocábulo por seu parônimo é:
a) O deputado dedicou seu mandado à defesa da língua escrita.
b) Os monges medievais viviam imersos em leituras.
c) Os livros medievais tinham as páginas cosidas umas às outras.
d) Os livros imorais eram queimados pela Inquisição.
e) Os valores dos livros passam despercebidos a muitos.

10) Essa é a tendência geral em todos os meios visivos.; os meios visivos a que alude o entrevistado incluem certamente:
a) a pintura, a fotografia e o desenho
b) a televisão, o cinema e a fotografia
c) a pintura, a televisão e o cinema
d) o cinema, a fotografia e a pintura
e) o desenho, a pintura e a televisão

11) A frase final do entrevistado - Isso diz alguma coisa - refere-se à:
a) pouca importância do livro diante da importância do computador no mundo moderno
b) contradição entre o pensamento e a ação de Bill Gates
c) valorização da leitura através dos tempos
d) desvalorização das imagens no mundo da Microsoft
e) necessidade de novas pesquisas sobre o valor da leitura

12) Idéia que NÃO está contida no texto lido é:
a) A cultura de imagens na atualidade é menos profunda que em épocas anteriores.
b) As imagens publicitárias não levam à reflexão pois duram pouco em nossas mentes.
c) A compreensão integral do mundo só ocorre por meio da língua escrita.
d) Apesar da atual cultura de imagens, a leitura vê crescido o seu número de adeptos.
e) Uma sociedade sem papel, como propõe Bill Gates, é impossível.

Exercício de interpretação de texto para Ensino Médio – O parto e o tapete

O PARTO E O TAPETE

RIO DE JANEIRO - Big nem era minha, era de um cunhado.

Naquele tempo eu ainda não gostava de cachorros, pagando por isso um preço que até hoje me maltrata. Mas, como ia dizendo, Big não era minha, mas estava para ter ninhada, e meu cunhado viajara.
De repente, Big procurou um canto e entrou naquilo  que os entendidos chamam de “trabalho de parto”. Alertado pela cozinheira, que entendia mais do assunto, telefonei para o veterinário que era amigo do cunhado. Não o encontrei.
Tive de apelar para uma emergência, expliquei a situação, 15 minutos depois veio um veterinário. Examinou Big, achou tudo bem, pediu um tapete.
Providenciei um, que estava desativado, tivera alguma nobreza, agora estava puído e desbotado. O veterinário deitou Big em cima, pediu uma cadeira e um café. Duas horas se passaram, Big teve nove filhotes e o veterinário me cobrou 90 mil cruzeiros, eram cruzeiros naquela época, e dez mil por filhote.
Valiam mais - tive de admitir.
No dia seguinte, com a volta do cunhado, chamou-se o veterinário oficial. Quis informações sobre o colega que me atendera.
Contei que ele se limitara a pedir um tapete e pusera Big em cima. Depois pedira um café e uma cadeira, cobrando-me 90 mil cruzeiros pelo trabalho.
O veterinário limitou-se a comentar: “Ótimo! Você teve sorte, chamou um bom profissional!”. Como? A ciência que cuida do parto dos animais se limita a colocar um tapete em baixo?
“Exatamente. Se tivesse me encontrado, eu faria o mesmo e cobraria mais caro, moro longe”.
Nem sei por que estou contando isso. Acho que tem alguma coisa a ver com a sucessão presidencial. Muitas especulações, um parto complicado, que requer veterinário e curiosos. Todos darão palpites, todos se esbofarão para colocar o tapete providencial que receberá o candidato ungido, que nascerá por circunstâncias que ninguém domina.
E todos cobrarão caro. (Carlos Heitor Cony, Folha de S. Paulo, 19-12-01)

1)A associação entre o episódio narrado e a sucessão presidencial apòia-se
a) no argumento de que dos dois nascerá algo de grande valia e importância.
b) na idéia de que, num e noutro caso, cumprem-se rituais que pouco interferem nos fatos, mas que têm alto preço.
c) no fato de que sempre se estendem tapetes aos líderes poderosos que estão por vir.
d) na suposição de que as emergências são iguais por mais diferentes que pareçam. 
e) na constatação de que a sucessão requer o envolvimento de especialistas e muita precisão.

2) Observe as frases I e II, extraídas do texto.
I. “Big nem era minha, era de um cunhado.”
II. “Big não era minha, mas estava para ter ninhada, e meu cunhado viajara.”
É correto dizer que o narrador
a) em I, sugere estar desobrigado em relação ao animal; em II, faz ressalva a essa desobrigação.
b) em I, afirma ser estranho ao animal; em II, reitera sua indiferença em relação a este.
c) em I, exprime desprezo pelo animal; em II, manifesta um mínimo de consideração pelo destino deste.
d) em I, nega ter vínculos com o animal; em II, critica o cunhado que se ausentou, deixando Big aos cuidados de outrem.
e) em I, mostra-se longe de ter responsabilidade pelo animal; em II, invoca a responsabilidade do legítimo proprietário.

3) Ao afirmar “tive de admitir” (final do 3fl parágrafo), o narrador dos fatos está indicando que
a) constatou a verdadeira importância do profissional que assistira Big, em seu trabalho de parto.
b) tomou consciência de que pagara mais do que valiam os filhotes de Big no mercado.
c) se curvou ao argumento empregado pelo veterinário para justificar o preço de seu serviço.
d) se estarreceu com o valor que um filhote pode atingir e com o preço que cobram os veterinários.
e) pagou pelos filhotes um preço justo, já que valiam mais do que dez mil cruzeiros.

4) “Se tivesse me encontrado, eu faria o mesmo e cobraria mais caro, moro longe.” O significado do período acima está corretamente expresso em:
a) Mesmo que tivesse me encontrado, eu faria o mesmo cobrando mais caro, portanto moro longe.
b) Caso tivesse me encontrado, eu faria o mesmo, mas cobraria mais caro, pois moro longe.
c) Embora tivesse me encontrado, eu faria o mesmo, porém cobraria mais caro; moro longe, pois.
d) Desde que tivesse me encontrado, eu faria o mesmo, pois cobraria mais caro, contanto que moro longe. 
e) Salvo se tivesse me encontrado, eu faria o mesmo, porque cobraria mais caro, mesmo morando longe.

5) A palavra que expressa corretamente o significado de  ungido,  em...  “colocar o tapete presidencial que receberá o candidato ungido”..., é
a) sacrificado
b) usurpado
c) surgido
d) proposto
e) sagrado

6) A frase que traz implícita a idéia de mudança de situação é:
a) Naquele tempo eu ainda não gostava de cachorros.
b) Nem sei por que estou contando isso.
c) Examinou Big, achou tudo bem, pediu um tapete.
d) Quis informações sobre o colega que me atendera.
e) Ótimo! Você teve sorte, chamou um bom profissional.

Provas de interpretação de texto - TFC

TFC

Com franqueza, estava arrependido de ter vindo. Agora que ficava preso, ardia por andar lá fora, e recapitulava o campo e o morro, pensava nos outros meninos vadios, o Chico Telha, o Américo, o Carlos das Escadinhas, a fina flor do bairro e do gênero humano. Para o cúmulo de desespero, vi através das vidraças da escola, no claro azul do céu, por cima do morro do Livramento, um papagaio de papel alto e largo, preso de uma corda imensa que bojava no ar, uma cousa soberba. E eu na escola, sentado, pernas unidas, com o livro de leitura e a gramática nos joelhos.
- Fui bobo em vir, disse eu ao Raimundo.
- Não diga isso, murmurou ele.
(“Conto de escola”. Machado de Assis. In: Contos, São Paulo, Ática, 1982, 9a ed., p. 25-30)

1) Indique o segmento que completa, de acordo com o texto, o enunciado formulado a seguir: No trecho transcrito, o narrador-personagem é um
menino, que relata:
a) as dificuldades que experimenta nas aulas de leitura e gramática.
b) o desespero por não possuir um papagaio de papel tão soberbo como aquele que via no céu.
c) os temores de ficar de castigo, sentado, os livros nos joelhos.
d) o arrependimento por não ter acompanhado Raimundo nas estripulias com os meninos do morro.
e) suas emoções em um dia de escola.

2)Indique o segmento que completa, de acordo com o texto, o enunciado formulado a seguir: O menino se confessava “arrependido de ter vindo”
porque:
a) os outros meninos vadios passariam a chamá-lo de bobo.
b) não gostava que os outros meninos empinassem seu papagaio de papel.
c) preferia ter ficado com os outros meninos, a brincar na rua.
d) tivera de cumprir a promessa de que viria, feita a Raimundo.
e) sentia dor nas pernas, ao ficar muito tempo sentado, com os livros nos joelhos.

3) Indique a letra que não apresenta uma relação semântica correta entre os termos emparelhados.
a) menino-narrador - arrependido de ter vindo
b) menino-narrador - preso de uma corda imensa
c) papagaio de papel - uma cousa soberba
d) papagaio de papel - bojava no ar
e) papagaio de papel - alto e largo 

4) Assinale o segmento que pode substituir no texto, sem prejuízo da significação original, o trecho: “Ardia por andar lá fora.”
a) Queimava de raiva por estar preso.
b) Ansiava por estar lá fora.
c) Fervia-me para caminhar pelas ruas.
d) Recapitulava para saltar para a rua.
e) Almejava dirigir-me para o refeitório.

Interpretação de textos para concursos – Prisão de ventre na alma

PRISÃO DE VENTRE NA ALMA (fragmento)

Todos estamos nos tornando, hoje, mais desconfiados do que no passado.
Com exceção das pessoas que se dispõem a pagar um preço altíssimo por uma unidade monolítica, somos todos bastante divididos interiormente.
Para o bem ou para o mal, vão rareando as convicções inabaláveis. Uma parte de nós quer acreditar, outra é descrente.
Gostaríamos de ter segurança para acreditar em coisas que ninguém pode assegurar que são inteiramente dignas de nossa confiança.
As verdades do crente dependem da fé, enquanto a fé existe.
Mas a fé também pode deixar de existir; ela não depende da razão, nem da ciência; depende de Deus, que a deu e pode tirá-la. O filósofo Pascal já no século XVI afirmava que a nossa razão serve, no máximo, para nos ajudar a fazer apostas mais convenientes.
As verdades científicas, por sua vez, dependem da história, são periodicamente revistas, reformuladas. As novas descobertas e as novas invenções não se limitam a complementar os conhecimentos já adquiridos:
exigem que eles sejam rediscutidos e às vezes drasticamente modificados.
E as verdades filosóficas? Quanto maiores forem os  pensadores que as enunciam, mais acirrada será a controvérsia entre eles. As verdades filosóficas se contradizem, umas questionam as outras.
Somos envolvidos, então, por uma onda de ceticismo. É possível que essa onda já tenha tido alguns efeitos favoráveis à liberdade espiritual dos indivíduos, ao fortalecimento neles do espírito crítico. É possível que ela tenha de algum modo “limpado o terreno” para um diálogo mais desenvolto entre as criaturas, para valores mais comprometidos com o pluralismo, contribuindo para a superação de algumas formas rígidas e dogmáticas de pensar.
Dentro de limites razoáveis, o ceticismo atenua certezas, suaviza conclusões peremptórias e abre brechas no fanatismo. Na medida em que se espraia indefinidamente, contudo, ele traz riscos graves. A própria dinâmica de um ceticismo ilimitado apresenta uma contradição insuperável.
O poeta Brecht expressou esse impasse num poeminha que tem apenas três versos e que não pode deixar de ser reproduzido aqui: “Só acredite no que seus olhos vêem e no que seus ouvidos escutam. Não acredite nem no que seus olhos vêem e seus ouvidos escutam. E saiba que, afinal, não acreditar ainda é acreditar.” 
Realmente, quem não acredita, para estar convencido de que não está acreditando, precisa acreditar em seu poder de não acreditar.
Aquele que não crê, curiosamente, está crendo na sua descrença. (Leandro Konder)

1) “...as pessoas que se dispõem a pagar um preço altíssimo por uma unidade monolítica...”; com esse segmento o autor do texto quer referir-se:
a) àquelas pessoas que, tendo possibilidades, procuram aumentar sua cultura a ponto de superarem as dúvidas.
b) aos indivíduos que se sacrificam interiormente em troca de uma consistência psicológica que os defenda de divisões internas.
c) às pessoas que se dispõem a viver sozinhas, separadas de todos os demais, a fim de evitar sofrimento inútil.
d) àqueles que imaginam viver em comunhão com Deus de modo fiel e, pela fé, superar os obstáculos.
e) àqueles céticos que defendem seu ateísmo de forma a mostrarem uma unidade de pensamento que, na verdade, não possuem.

2) “Uma parte de nós quer  acreditar, outra é descrente.” O par de vocábulos abaixo que não poderia substituir, respectivamente, de forma
adequada, os elementos sublinhados é:
a) quer ter fé / pecadora ;
b) quer crer / incrédula ,
c) quer confiar / desconfiada •.
d) quer dar crédito / cética
e) quer ter certeza / insegura

3) A divisão interna do ser humano, segundo o texto:
a) está mais ligada à perda da fé, que nos é dada ou tirada por Deus, do que à perda da credibilidade na ciência ou na filosofia.
b) se prende unicamente à contradição das verdades filosóficas, que se apoiam na maior ou menor credibilidade de seus enunciadores.
c) se origina da perda de nossas convicções, sejam na religião, na ciência ou na filosofia.
d) é própria da natureza humana, que não consegue criar, nem na religião, nem na ciência ou na filosofia, algo confiável.
e) é altamente positiva, já que nos livra do fanatismo e dos radicalismos de qualquer espécie.

4) Segundo o texto, as novas descobertas e as novas invenções:
a) servem para mostrar a força criativa do homem, opondo-se a “verdades definitivas”.
b) mostram o progresso dos conhecimentos científicos, criado a partir da correção dos erros anteriores.
c) discutem e modificam, além de desmascararem, todas as teorias científicas do passado.
d) demonstram a incapacidade da ciência de atingir a verdade, pois estão sempre corrigindo o caminho percorrido. 
e) comprovam que a ciência também tem suas verdades permanentemente renovadas, pela complementação ou correção do já descoberto.

5) O ceticismo, segundo o texto, apresenta como aspecto positivo:
a) o aparecimento de um forte radicalismo crítico
b) a queda do pluralismo, que sempre desuniu os homens
c) o reconhecimento da possibilidade de várias verdades
d) o surgimento de formas mais rígidas e dogmáticas de pensar
e) a possibilidade de ampliar as brechas do fanatismo

6) O poeta Brecht é citado no texto para:
a) trazer sensibilidade ao tratamento do tema.
b) opor-se a uma teoria dominante.
c) comprovar a falência dos sentidos humanos.
d) ilustrar a contradição interna do ceticismo.
e) valorizar a força da fé.

7) O texto de Leandro Konder deve ser considerado como:
a) didático
b) informativo
c) argumentativo
d) expressivo
e) narrativo

Simulados interpretação de textos – A ciência

A CIÊNCIA

I - A ciência permanecerá sempre a satisfação do desejo mais alto da nossa natureza, a curiosidade; ela fornecerá sempre ao homem o único meio que ele possui para melhorar a própria sorte. (Renan)
II-A ciência, que devia ter por fim o bem da humanidade, infelizmente concorre na obra de destruição e inventa constantemente novos meios de matar o maior número de homens no tempo mais curto. (Tolstói)
III -Faz-se ciência com fatos, como se faz uma casa com pedras; mas uma acumulação de fatos não é uma ciência, assim como um montão de pedras não é uma casa. (Poincaré)

1) A(s) opinião(ões) que traduz(em) uma visão negativa da ciência é(são):
a) I
b) II
c) III
d) I-II
e) II-III

2) Segundo o segmento I, a curiosidade é:
a) a satisfação de nosso desejo
b) o caminho de melhorar a própria sorte
c) o único meio de obter satisfação
d) o desejo mais alto da nossa natureza
e) sinônimo da própria ciência

3) O “desejo mais alto”, citado no segmento I, significa o desejo:
a) mais contido
b) mais difícil
c) mais problemático
d) mais intenso
e) mais espiritual

4) O emprego do futuro do presente do indicativo no segmento I significa:
a) certeza dos fatos futuros
b) possibilidade de fatos futuros
c) incerteza dos fatos futuros
d) dúvida sobre os fatos futuros
e) desejo do autor sobre os fatos futuros

5) “...para melhorar a própria sorte.”; o vocábulo  sorte, nesse segmento,
eqüivale semanticamente a:
a) futuro
b) felicidade
c) infortúnio
d) horóscopo
e) destino

5) No segmento II, o uso do pretérito imperfeito do indicativo em “...devia ter por fim o bem da humanidade...” significa que:
a) a finalidade da ciência está equivocada.
b) o ideal da ciência, no passado, era o bem da humanidade.
c) a realidade é diferente da finalidade ideal da ciência.
d) a realidade confirma o ideal científico.
e) sob certas condições a ciência atinge o seu ideal.

6) “...infelizmente concorre na obra de destruição...”; nesse segmento, o verbo concorrer eqüivale semanticamente a:
a) compete; rivaliza
c) prejudica :
d) colabora
e) combate

7) “...bem da humanidade...”, “...obra de destruição...”, “...novos meios de matar...”; as expressões sublinhadas são respectivamente correspondentes a:
a) humano, destrutiva, mortíferos
b) humanitário, destruidora, homicidas
c) humanista, destrutiva, assassinos
d) humano, destruidora, violentos
e) humanitário, destruidora, mortais

8) Vocábulos que no segmento II mostram a opinião do autor do texto sobre o conteúdo veiculado é:
a) infelizmente / devia
b) constantemente / infelizmente
c) por fim / devia
d) destruição / ciência
e) constantemente / destruição

9) “...matar o maior número de homens no tempo mais curto”, como aparece no segmento II, demonstra:
a) violência inútil
b) crueldade necessária
c) qualidade suprema
d) eficácia positiva
e) eficiência mórbida

10) “...como se faz uma casa com pedras...”, no segmento III, corresponde a uma:
a) condição
b) causa
c) conseqüência
d) comparação
e) concessão

11) No segmento III, os dois termos que se encontram nos mesmos postos de comparação são:
a) ciência / pedras
b) fatos / casa
c) ciência / casa
d) ciência / fatos
e) casa / pedras

12) O que nos três segmentos do texto 3 mostra um ponto comum da ciência é que ela é vista como:
a) um bem para a humanidade
b) um conhecimento subjetivo
c) uma esperança de progresso
d) uma certeza de sobrevivência
e) uma atividade humana

Leitura e interpretação de texto ensino fundamental - Longevidade

LONGEVIDADE

Pouquíssimas são as longevidades justificáveis. Curta ou longa, a vida deveria encerrar-se logo ao cessar a missão de quem viveu: criar um filho, realizar uma obra, fazer uma guerra, perpetrar um crime...
Existências exemplares que souberam quando terminar!
Desgraçadamente essa ciência a mais ninguém hoje se concede, empenhada que anda a medicina em proporcionar meras e miseráveis sobrevivências. (Walter Benevides)

1) O termo longevidade significa:
a) vida inútil
b) vida distante
c) vida indiferente
d) vida miserável
e) vida longa

2) Pouquíssimas só não eqüivale semanticamente a:
a) mínimas
b) raríssimas
c) muito poucas
d) extremamente raras
e) bastante poucas

3) “Existências exemplares” são aquelas que:
a) realizaram obras benéficas.
b) tiveram longevidades injustificáveis.
c) souberam quando terminar.
d) não cumpriram missões negativas.
e) recusaram sobrevivências miseráveis.

4) A “ciência” a que se refere o autor do texto é:
a) a medicina, encarregada da sobrevivência humana
b) a competência de criar um filho
c) a possibilidade de realizar uma missão, curta ou longa
d) a de ter consciência de saber quando morrer
e) a possibilidade de ampliar a extensão da vida humana

5) O autor critica a Medicina porque ela:
a) desconhece a origem dos males.
b) aceita missões positivas e negativas.
c) prolonga vidas inúteis.
d) não é ensinada de forma competente a mais ninguém.
e) só propicia vida melhor para uns poucos privilegiados.

6) “Curta ou longa” é um exemplo de antítese, em  que se opõem dois vocábulos de significação oposta; o item abaixo em  que os dois vocábulos
indicados possuem oposição semântica é:
a) encerrar-se / iniciar-se
b) realizar / imaginar
c) pouquíssimas / reduzidíssimas
d) cessar / interromper
e) exemplares / inúteis

Questões de interpretação de texto - Corpo

CORPO

Na doença é que descobrimos que não vivemos sozinhos, mas sim encadeados a um ser de um reino diferente, de que nos separam abismos, que não nos conhece e pelo qual nos é impossível fazer-nos compreender: o nosso corpo.
Qualquer assaltante que encontremos numa estrada, talvez consigamos torná-lo sensível ao seu interesse particular, senão à nossa desgraça. Mas pedir compaixão a nosso corpo é discorrer diante de um polvo, para quem as nossas palavras não podem ter mais sentido que o rumor das águas, e com o qual ficaríamos cheios de horror de ser obrigados a viver. (Proust)

1) Segundo o texto, o nosso corpo:
a) tem plena consciência de viver encadeado a um ser diferente.
b) conhece perfeitamente o outro ser a que está encadeado.
c) é separado de nossa alma por um abismo intransponível.
d) se torna conhecido pouco a pouco.
e) só na doença é que tem sua existência reconhecida.

2) A conjunção mas  (linha 1) opõe basicamente duas palavras do texto, que são:
a) descobrimos / vivemos
b) sozinhos / encadeados
c) vivemos / encadeados
d) doença / reino
e) sozinho / ser

3) “...pelo qual nos é impossível fazer-nos compreender.”; esse segmento do texto quer dizer que:
a) não nos é possível fazer com que nosso corpo nos compreenda.
b) é impossível compreender o nosso corpo.
c) é possível fazer com que alma e corpo se entendam.
d) é impossível ao corpo compreender o ser humano.
e) o corpo humano pode compreender mas não pode ser compreendido.

4) “Qualquer assaltante que encontremos...”; nesse segmento, o uso do subjuntivo mostra uma:
a) certeza 
b) comparação 
c) possibilidade
d) previsão
e) condição

5) O item abaixo em que o pronome sublinhado tem  seu antecedente corretamente indicado é:
a) “...ao seu interesse particular...”: corpo
b) “...para quem as nossas palavras...”: assaltante
c) “...de que nos separam abismos...”: sozinhos
d) “...e com o qual ficaríamos...”: águas
e) “...talvez consigamos torná-lo...”: assaltante

6) “...senão  à nossa desgraça.”; o vocábulo sublinhado eqüivale, nesse segmento, a: 4 ,
a) ou
b) exceto
c) salvo
d) e não
e) se

7)”...é discorrer diante de um polvo.”; esse segmento do texto representa uma tarefa:
a) trabalhosa
b) inútil
c) frutífera
d) temerosa
e) destemida

Exercicios de interpretação de texto ensino fundamental

Este exercício de interpretação é uma atividade prática que exige dos alunos a capacidade de apreender os significados expostos, relacioná-los om seu conhecimento de mundo e tiirar suas conclusões. Sugiro como reforço para quem está se preparando para o ENEM e outras provas que visite meu blog chamado Análise de Textos. Vamos aos estudos!
ENTREVISTA 

Aos 51 anos o médico paulista Geraldo Medeiros é um dos endocrinologistas brasileiros de maior e mais duradouro sucesso. Numa especialidade em que o prestígio dos profissionais  oscila conforme a moda, há três décadas ele mantém sua fama em ascendência. Em seu consultório de 242 metros quadrados, na elegante região dos Jardins, uma das mais exclusivas de São Paulo, Medeiros guarda as fichas de 32.600 clientes que já atendeu. Mais da metade o procurou para fazer regime de emagrecimento. Sua sala de espera está permanentemente lotada e à vezes é necessário marcar uma consulta com semanas de antecedência.
Como professor de Clínica Médica e Endocrinologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Medeiros já atendeu outros milhares de pacientes. A maioria, porém, foi parar em suas mãos em razão de outra especialidade da qual é mestre: as doenças da tireóide. (Revista Veja nº 567) 


1) Quais as informações fundamentais para o texto presentes em seu primeiro período?
a) aos 51 anos - Geraldo Medeiros - endocrinologista
b) Geraldo Medeiros - endocrinologista - de sucesso
c) médico paulista - Geraldo Medeiros - endocrinologista
d) aos 51 anos - médico - endocrinologista
e) médico - Geraldo Medeiros – sucesso

2) Qual a utilidade de ser dada a idade do médico entrevistado logo ao início do texto?
a) Indicar sua experiência e capacidade.
b) Mostrar sua vitalidade e competência.
c) Demonstrar sua capacidade e perspicácia.
d) Provar seu conhecimento e juventude.
e) Aludir à sua juventude e vitalidade.

3) O segundo período do texto é construído como explicitação de um dos termos do primeiro período. Qual?
a) médico paulista
b) endocrinologista brasileiro
c) maior sucesso
d) mais duradouro sucesso
e) aos 51 anos 

4) Muitos elementos do segundo período repetem elementos do primeiro. Indique a correspondência equivocada entre elementos dos dois períodos.
a) especialidade - endocrinologista
b) prestígio - sucesso
c) profissionais - médico
d) fama - sucesso
e) décadas - 51 anos

5) Que elemento do primeiro período é explicitado no terceiro período?
a) aos 51 anos
b) médico paulista
c) endocrinologistas brasileiros
d) maior sucesso
e) mais duradouro sucesso

6) Entre as duas atividades do médico há uma série de elementos que se opõem. Indique a oposição equivocada.
a) endocrinologista - professor
b) clientes - pacientes
c) emagrecimento - doenças da tireóide
d) marcar uma consulta - parar em suas mãos
e) 32.600 – milhares

Exercicio de interpretação de texto - Racismo

RACISMO

A imprensa brasileira vem noticiando uma proposta milionária do Lazio da Itália, que pretende adquirir o passe do zagueiro Juan por 10 milhões de dólares.
Este é o time cuja torcida já agrediu o jogador brasileiro Antonio Carlos, do Roma, e perdeu o mando de campo por incitamento racista em pleno estádio.
Aqui fica uma sugestão a este jovem negro, atleta brasileiro de 22 anos, com um brilhante futuro profissional: recuse o convite  e não troque o Brasil pela Itália, pois moedas não resgatam a dignidade. Diga não aos xenófobos e racistas. (O Globo, 13/7/01)

1) “A imprensa brasileira vem noticiando...”; com a utilização do tempo verbal destacado, o autor do texto quer referir-se a uma ação que:
a) acaba de terminar.
b) acaba de começar.
c) se iniciou antes de outra ação passada.
d) se iniciou há pouco tempo e permanece no presente.
e) se repete no passado e no presente.

2) Este texto: (Para resolver esta questão,  é necessário voltar ao texto do post anterior.)
a) comprova o pensamento expresso no terceiro parágrafo do texto 1.
b) exemplifica a discriminação indicada no primeiro período do texto 1.
c) mostra que os preconceitos raciais e religiosos não são coisas do passado.
d) demonstra que xenófobos e racistas são maioria na Europa.
e) aborda o mesmo tema do primeiro, mas de forma mais específica.

3) “Este é o time cuja torcida já agrediu o jogador brasileiro”; este segmento do texto é fruto da união das duas orações seguintes:
a) Este é o time / A torcida deste time já agrediu o jogador brasileiro.
b) Este é o time / O jogador brasileiro já foi atingido pela torcida deste time.
c) A torcida já agrediu o torcedor brasileiro / Esta é a torcida deste time.
d) A torcida já agrediu o jogador brasileiro / Este é o time cuja.
e) Este é o time cuja / A torcida agrediu o jogador brasileiro.

4) O tom final do texto é de:
a) advertência 
b) alerta 
c) conselho
d) ordem
e) repreensão

Atividades de interpretação de texto – Xenofobia e racismo

O exercício de interpretação de textos abaixo exige de você, aluno e vestibulando, competências que serão cobradas no ENEM. Você deve, não só ser um leitor competente como também inferir, relacionar e concluir a partir das informações dadas.
Pratique para que você veja se tem ou não dificuldade e se está no caminho certo.

Atividade de interpretação de texto ensino médio – País do futuro

Aprender a fazer interpretação de textos é uma prática que devemos ter constantemente, pois não é apenas para quem vai prestar um concurso público ou mesmo um vestibular que a prática da leitura e interpretação de textos é válida. Todos nós passamos por situações diárias nas quais somos chamados a interpretar e reconhecer os sentidos, muitas vezes, ocultos, que os textos possuem. Por isso mesmo que, além de dar dicas de interpretação de textos, propomos também exercícios os quais vêm com gabarito.



PAÍS DO FUTURO

Rio de Janeiro - Lembra-se de quando o Brasil era o país do futuro?

Primeiro foi um gigante adormecido (“em berço esplêndido”), que um dia iria acordar e botar pra quebrar.
Depois tornou-se o país do futuro, um futuro  de riqueza, justiça social e bem-aventurança.
Eram tempos, aqueles, de postergar tudo o que não podia ser realizado no presente. A dureza do regime militar deixava poucas brechas para que se ousasse fazer alguma coisa que não fosse aquilo já previsto, planejado, ordenado pelos generais no poder.
Só restava então aguardar o futuro, que nunca chegava (mais uma vez vale lembrar: foram 21 anos de regime autoritário).
O pior é que, mesmo depois de redemocratizado o país, a coisa continuou e continua meio encalacrada, com muitos sonhos tendo de ser adiados a cada dia, a cada nova dificuldade. Com a globalização, temos  que encarar (e temer) até as crises que ocorrem do outro lado do mundo. Todavia há que se aguardar o futuro com otimismo, e alguma razão para isso existe.
Dados de uma pesquisa elaborada pela Secretaria de Planejamento do governo de São Paulo revelam que o Brasil chegará ao próximo século, que está logo ali na esquina, com o maior contingente de jovens de sua história.
Conforme os dados da pesquisa, somente na faixa dos 20 aos 24 anos serão quase 16 milhões de indivíduos no ano 2000.
Com esses dados, o usual seria prever o agravamento da situação do mercado de trabalho, já tão difícil para essa faixa de idade, e de problemas como a criminalidade em geral e o tráfico e o uso de drogas em particular.
Mas por que não inverter a mão e acreditar, ainda que forçando um pouco a barra, que essa massa de novas cabeças pensantes simboliza a chegada do tal futuro? Quem sabe sairá do acúmulo de energia renovada dessa geração a solução de problemas que apenas se perpetuaram no fracasso das anteriores?
Nada mal começar um milênio novinho em folha com o viço, a ousadia e o otimismo dos que têm 20 anos.

(Luiz Caversan - Folha de São Paulo, 28.11.98)

1) Encontra apoio no texto a afirmação contida na opção:
a) A existência de 16 milhões de jovens brasileiros no ano 2000 constituirá um problema insolúvel.
b) Com a população jovem brasileira na casa dos 16 milhões, só se pode esperar o pior.
c) Não se pode pensar de forma otimista em relação ao próximo século.
d) Pode-se pensar positivamente em relação ao nosso futuro, apesar de alguns problemas.
e) Pode-se pensar de forma positiva sobre nosso futuro a partir da previsão do agravamento do desemprego.

2) A ideia de futuro vem representada no texto por uma seqüência de conceitos. A opção que indica essa seqüência é:
a) expectativa - gigantismo - idealização - otimismo
b) otimismo - expectativa - idealização - gigantismo
c) gigantismo - otimismo - idealização - expectativa
d) expectativa - idealização - otimismo - gigantismo
e) gigantismo - idealização - expectativa – otimismo

3) A linguagem coloquial empregada no texto pode ser exemplificada pela expressão:
a) “em berço esplêndido”
b) botar pra quebrar
c) bem-aventurança
d) dados de uma pesquisa
e) somente na faixa

4) Postergar significa:
a) polemizar
b) preterir
c) manifestar
d) difundir
e) incentivar

5) Em “o maior contingente de jovens de sua história”, o substantivo “jovens”, embora masculino, refere-se tanto aos rapazes quanto às moças. É comum, porém, que na distinção de gêneros haja referência a conteúdos distintos. Nas alternativas abaixo, a dupla de substantivos cuja diferença de gêneros NÃO corresponde a uma diferença de significados é:
a) novos cabeças - novas cabeças
b) vários personagens - várias personagens
c) outro guia - outra guia 
d) o faixa preta - a faixa preta
e) algum capital - alguma capital

6) Em “...começar um milênio novinho em folha com o viço, a ousadia e o otimismo dos que têm 20 anos”, a parte sublinhada é substituível, sem mudança do significado, por:
a) a juventude, a audácia
b) a competência, a imaginação
c) a criatividade, a perseverança
d) a criatividade, a coragem
e) a imaginação, o destemor 

Simulado de interpretação de texto - Desperdício Brasil

DESPERDÍCIO BRASIL

Sempre que se reúnem para lamuriar, os empresários falam no Custo Brasil, no preço que pagam para fazer negócios num  país com regras obsoletas e vícios incrustados. O atraso brasileiro é quase sempre atribuído a alguma forma de corporativismo anacrônico ou privilégio renitente que quase sempre têm a ver com o trabalho superprotegido, com leis sociais ultrapassadas e com outras bondades inócuas, coisas do populismo irresponsável, que nos impedem de ser modernos e competitivos.
Raramente falam no que o capitalismo subsidiado custa ao Brasil.
O escândalo causado pela revelação do que os grandes bancos deixam de pagar em impostos não devia ser tão grande, é só uma amostra da subtributação, pela fraude ou pelo favor, que há anos sustenta o nosso empresariado chorão, e não apenas na área financeira. A construção simultânea da oitava economia e de uma das sociedades mais miseráveis do mundo foi feita assim, não apenas pela sonegação privada e a exploração de brechas técnicas no sistema tributário - que, afinal, é lamentável, mas mostra engenhosidade e iniciativa empresarial – mas pelo favor público, pela auto-sonegação patrocinada por um Estado vassalo do dinheiro, cúmplice histórico da pilhagem do Brasil pela sua própria elite.
O Custo Brasil dos lamentos empresariais existe, como existem empresários responsáveis que pelo menos reconhecem  a pilhagem, mas muito mais lamentável e atrasado é o Desperdício Brasil, o progresso e o produto de uma minoria que nunca são distribuídos,  que não chegam à maioria de forma alguma, que não afetam a miséria à sua volta por nenhum canal, muito menos pela via óbvia da tributação. Dizem que com o que não é pago de imposto justo no Brasil daria para construir outro Brasil. Não é verdade. Daria para construir dois outros Brasis. E ainda sobrava um pouco para ajudar a Argentina, coitada. (Luís Fernando Veríssimo)

1) Para entender bem um texto, é indispensável que compreendamos perfeitamente as palavras que nele constam. O item  em que o vocábulo destacado apresenta um sinônimo imperfeito é:
a) “Sempre que se reúnem para LAMURIAR,...” - lamentar-se
b) “...um país com regras OBSOLETAS...” - antiquadas
c) “...e vícios INCRUSTADOS.” - arraigados
d) “...alguma forma de corporativismo ANACRÔNICO...” - doentio
e) “...ou privilégio RENITENTE...” – persistente

2) “Sempre que se reúnem para lamuriar, os empresários falam no Custo Brasil, no preço que pagam para fazer negócios num  país com regras obsoletas e vícios incrustados.”; o comentário INCORRETO feito sobre os conectores desse segmento do texto é:
a) A expressão sempre que tem valor de tempo.
b) O conectivo para tem idéia de finalidade.
c) A preposição em no termo no Custo Brasil tem valor de assunto.
d) A preposição em no termo num país tem valor de lugar.
e) A preposição com tem valor de companhia.

3) O segmento do texto que NÃO apresenta uma crítica explícita ou implícita às elites dominantes brasileiras é:
a) “Sempre que se reúnem para lamuriar, os empresários falam no Custo Brasil...”
b) “Raramente (os empresários) falam no que o capitalismo subsidiado custa ao Brasil.”
c) “O escândalo causado pela revelação do que os grandes bancos deixam de pagar em impostos não devia ser tão grande,...”
d) “...pela fraude ou pelo favor, que há anos sustenta o nosso empresariado chorão,...”
e) “O Custo Brasil dos lamentos empresariais existe,...”

4) “...no preço que pagam para fazer negócios num país com regras obsoletas e vícios incrustados.”; na situação textual em que está, o segmento país com regras obsoletas e vícios incrustados representa:
a) uma opinião do empresariado
b) o ponto de vista do autor do texto
c) uma consideração geral que se tem sobre o país
d) o parecer do capitalismo internacional
e) a visão dos leitores sobre o país em que vivem

5) O principal prejuízo trazido pelo Custo Brasil, segundo o primeiro parágrafo do texto, que retrata a opinião do empresariado, é:
a) o corporativismo anacrônico
b) o privilégio renitente
c) trabalho superprotegido
d) populismo irresponsável
e) falta de modernidade e competitividade

6) O corporativismo anacrônico, o privilégio renitente, o trabalho superprotegido e outros elementos citados no primeiro parágrafo do texto indicam, em sua totalidade:
a) deficiências em nosso sistema socioeconômico
b) a consciência dos reais problemas do país por parte dos empresários
c) o atraso mental dos políticos nacionais 
d) a carência de líderes políticos modernos e atuantes
e) a posição ultrapassada do governo

7) “Raramente falam no que o capitalismo subsidiado custa ao Brasil.”; os empresários brasileiros raramente falam neste tema porque:
a) são mal preparados e desconhecem o assunto.
b) se trata de um assunto que não lhes diz respeito.
c) se refere a algo com que lucram.
d) não querem interferir com problemas políticos.
e) não possuem qualquer consciência social.

8) “...coisas do populismo irresponsável,...” corresponde a:
a) uma retificação do que antes vem expresso
b) uma ironia sobre o que é dito anteriormente
c) uma explicação dos termos anteriores
d) mais um elemento negativo do país
e) uma crítica sobre a política do país

9) O fato de os bancos deixarem de pagar impostos;
a) faz com que o Brasil se torne a oitava economia do mundo.
b) é prova de nossa modernidade.
c) é comprovação de que estamos seguindo os moldes econômicos internacionais.
d) é mais uma prova de injustiça social.
e) garante investimentos em áreas mais carentes.

10)Subtributação só pode significar:
a) sonegação de impostos
b) ausência de fiscalização no pagamento dos impostos
c) taxação injusta, por exagerada
d) impostos reduzidos
e) dispensa de pagamento de impostos

11) “...pela fraude ou pelo favor...”; os responsáveis, respectivamente, pela fraude e pelo favor são:
a) o empresariado e o poder político
b) o Congresso e o Governo
c) os sonegadores e o empresariado
d) os banqueiros e o Congresso
e) as leis e o capitalismo internacional ,

12) Ao dizer que nosso empresariado é chorão, o autor repete uma idéia já expressa anteriormente era: 
a) bondades inócuas
b) lamuriar
c) populismo irresponsável
d) atraso
e) trabalho superprotegido

13) Segundo o texto, o Governo brasileiro:
a) prejudica o desenvolvimento da economia.
b) colabora com a elite no roubo do país.
c) não tem consciência dos males que produz.
d) explora as brechas técnicas do sistema tributário.
e) demonstra engenhosidade e iniciativa empresarial.

14) As “brechas técnicas do sistema tributário” permitem:
a) pagamento de menos impostos
b) sonegação fiscal
c) fraude e favor
d) maior justiça social
e) o aparecimento de queixas do empresariado

15) O “Desperdício Brasil” se refere à:
a) ausência de distribuição social das riquezas
b) subtributação patrocinada pelo Estado
c) perda de dinheiro pela diminuição da produção
d) queda de arrecadação por causa do Custo Brasil
e) redução do desenvolvimento na área financeira

16)”...o progresso e o produto de uma minoria que nunca são distribuídos, que não chegam à maioria de forma alguma,...”; representam, respectivamente, a minoria e a maioria:
a) banqueiros / empresariado
b) elite econômica / trabalhadores em geral
c) economistas / povo
d) classes populares / classes abastadas
e) desempregados / industriais

17) “...que não afetam a miséria à sua volta por nenhum canal, muito menos pela via óbvia da tributação”; nesse segmento, o autor do texto diz que os impostos:
a) deveriam ser cobrados de forma mais eficiente.
b) impõem a miséria a todas as classes.
c) causam pobreza nas elites e nas classes populares. 
d) não retornam à população de forma socialmente justa.
e) são o caminho mais rápido para o progresso.